A Conferência do Potengi e a dominação continental americana
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- 28 de out. de 2025
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Atualizado: 20 de jan.
A aproximação do Brasil com os EUA, ocorrida em 1943, selou o acordo de colaboração militar entre os dois países com a criação da Base Aérea de Natal . Esse fato abriu as portas para a industrialização brasileira, com capital americano financiando a Companhia Siderúrgica Nacional. Com isso, o Brasil rompeu com o Eixo nazista e apoiou os aliados na Segunda Guerra. Os alemães, que tinham soldados e aviões em Natal, foram mandados embora. Em troca, os americanos retomaram o controle do Continente, previsto na política da Doutrina Monroe, de 1823, argumento recentemente citada pelo presidente Donald Trump na crise da invasão da Venezuela para a prisão do presidente Nicolás Maduro.
Foi a partir da Conferência do Potengi, por exemplo, que hábitos de consumo americanos foram disseminados e incorporados à rotina de brasileiro. Na Base de Natal, lembram habitantes locais, foram consumidas as primeiras garrafas de vidro do refrigerantes que viria a se tornar mania nacional, hoje vendido também em latinhas vermelhas pelo país. Era uma maneira de abastecimentos das tropas americanas para evitar o consumo de líquidos em países nos quais eles não confiavam qualidade do tratamento da água fornecida.
Mais tarde, em 1947, o Brasil voltaria a ser protagonista de episódio importante na geopolítica até hoje. Foi com a participação de Oswaldo Aranha, na ONU, que foi aprovada a proposta de criação de dois Estados - Palestina e Israel. Os EUA continuaram a influir no Brasil em 1964, com o golpe militar/civil que derrubou Jango Goulart, e, mais, nos anos 70, com o treinamento militar de torturadores em escola americana na América Central, como ficou comprovado em relatórios da Comissão Nacional da Verdade.
Abaixo, a reportagem publicada do Estadão.
Aqui, imagens da visita de Franklin D. Roosevelt a Natal.








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