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Na Cúpula dos Brics, uma imagem pode apontar um ano eletrizante

No mundo atual, fazer previsões é uma temeridade. Vivemos um tempo de francas alterações na geopolítica mundial e até o eventual redesenho de instituições multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), que luta para ter voz em conflitos internacionais. Desde sábado, um fato relevante nesse cenário instável acontece no Rio. É o encontro dos Brics, a articulação de países do chamado Sul Global, mais os gigantes Rússia e China. Xi Jinping mandou chanceler e Putin mandou exibir um vídeo. Na recepção para a reunião oficial do encontro, o presidente Lula, comandante do bloco até dezembro, deu as boas-vindas a um personagem relevante no jogo: António Guterres, o Secretário-geral da ONU.


Como já disse, talvez ainda seja muito cedo para previsões nestes dias de guerras, clima maluco de enxurradas e secas, simultâneas, e de explosão do uso de inteligência artificial, outro tema palpitante da Cúpula no MAM do Rio. Como pensar voltou a ser permitido, uma cena, em especial, transmitida pela Agência Brasil, chamou a atenção e pode vir a marcar os próximos meses: o aperto de mão de Lula e Guterres. O presidente brasileiro tem insinuado que pretende o quarto mandato, 2027-2030. Ocorre que o socialista português termina o segundo mandato também em 2026. E até os belos vitrais da centenária Confeitaria Colombo, no Centro do Rio, sabem que Lula adoraria suceder Guterres na ONU. Já pensou? 2026 tem tudo para ser eletrizante!


 
 
 

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