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Pintando e bordando com mestres e IA, do grego antigo ao medieval

Atualizado: 23 de mai. de 2025

Em viagem a Milão, meses atrás, fui tentar visita às tintas de Da Vinci na Igreja Santa Maria Delle Grazie. Depois de ser destruída por um bombardeio em 1943, a igreja foi reconstruída e as obras, restauradas. Entre outras manifestações artísticas, lá está a "Última Ceia", de 1498, patrimônio da humanidade. Aquela representação da cena religiosa é, junto com a Pietá, de Michelangelo, que está no Vaticano, uma das mais importantes obras de arte do catolicismo. Dizem que a cena foi pintada para que o artista ganhasse uns trocados, pagos pelo duque Sforza, de Milão. Já havia outras versões da cena, baseadas em descrições bíblicas.


Em 1450, o italiano Andrea del Castagno, pintou a sua "Santa Ceia". Em 1467, o holandês Dirck Bouts criou os apóstolos à mesa com Jesus. Algumas outras versões foram feitas depois de Da Vinci. O também italiano Daniele Crespi, em 1625, entregou a dele para um mosteiro beneditino. A história conta que essa obra foi inspirada na de Gaudêncio Ferrari, patrício de Crespi, que está na igreja Santa Maria della Passione, em Milão. Há ainda a "Santa Ceia"de Pieter Paul Rubens, (1632), nascido na Alemanha, que mostra o traidor Judas em destaque.


Mas a perfeição da mão de Da Vinci tornou-se importante símbolo da fé dos católicos - e atrai milhares de visitantes ao anexo restaurado da Santa Maria Delle Grazie. É necessário comprar ingresso com meses de antecedência. Claro que não consegui acesso à sala de Da Vinci, mas, pelo menos, conheci outros afrescos do interior daquele monumento histórico destruído na Segunda Guerra - e restaurado como marco da resistência às animalidades nazi/fascistas.


E já que não consegui ver a obra, uma IA criou (também) uma tela para mim.


Imagem gerada por IA com dados enviados/PabloPereira e Gemini, do Google
Imagem gerada por IA com dados enviados/PabloPereira e Gemini, do Google

A Última Ceia, do holandês Dieric Bouts, 1467, Capela de São Pedro em Leuven, na Bélgica
A Última Ceia, do holandês Dieric Bouts, 1467, Capela de São Pedro em Leuven, na Bélgica

Santa Ceia, do italiano Andrea del Castagno, pintada em 1450, Museu de Santa Apolônia, em Florença
Santa Ceia, do italiano Andrea del Castagno, pintada em 1450, Museu de Santa Apolônia, em Florença

Santa Ceia, de Daniele Crespi, de 1624, Pinacoteca di Brera, em Milão/site  Meisterdrucker
Santa Ceia, de Daniele Crespi, de 1624, Pinacoteca di Brera, em Milão/site Meisterdrucker

Última Ceia, do alemão Pieter Paul Rubens, de 1632/site Meisterdrucke
Última Ceia, do alemão Pieter Paul Rubens, de 1632/site Meisterdrucke

*Nota sobre edição: Abaixo, a sensual "Venus del espejo", com o filho, Cupido, tela do espanhol Diego Velázquez, pintada em 1651. Relíquia da arte que está na National Gallery, em Londres, a imagem remete à mitologia grega, que foi base do pensamento de Santo Agostinho, por exemplo.

The toillet of Venus, do espanhol  Velázquez, obra de 1651, da National Gallery, de Londres / Foto: Pablo Pereira
The toillet of Venus, do espanhol Velázquez, obra de 1651, da National Gallery, de Londres / Foto: Pablo Pereira

*A imagem acima foi deslocada da capa dos destaques do site para posição interna do post, que foi editado, porque na primeia versão publicada em redes sociais, o deus "algoritmo" tachou-a de uma ameaça aos pudores sociais e tascou-lhe uma tarja de advertência de conteúdo impróprio. O nu da Vênus, com o filho, exposto numa das principais galerias de arte do mundo, segundo o sistema, ofende a "sociedade" puritana (!). Já o Cristo seminu, da Pietá, parece não incomodar.


Pietá, de Michelangelo, em Roma/Foto: Pablo Pereira
Pietá, de Michelangelo, em Roma/Foto: Pablo Pereira

Igreja Santa Maria Delle Grazie, Milão, destruída na Segunda Guerra/site cenaculovinciniano.org/
Igreja Santa Maria Delle Grazie, Milão, destruída na Segunda Guerra/site cenaculovinciniano.org/

 
 
 

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